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Musicoterapia e Dislexia: Funciona Mesmo? O Guia Completo

Musicoterapia e Dislexia: Funciona Mesmo? O Guia Completo

Feb 06, 2026

Musicoterapia e dislexia: a música pode realmente ajudar uma criança que tem dificuldade para ler? Descubra o que a ciência diz e o que realmente é necessário.

Se você chegou aqui pesquisando “musicoterapia e dislexia”, provavelmente está explorando todos os caminhos possíveis para ajudar seu filho. É compreensível: quando você vê uma criança brilhante que tem dificuldade com algo aparentemente simples como a leitura, você quer tentar de tudo.

A musicoterapia é um desses caminhos. Mas ela funciona mesmo? E, principalmente: ela é suficiente sozinha para resolver as dificuldades de leitura?

Neste artigo, vou te dar uma resposta honesta, baseada em pesquisa científica — e vou te mostrar o que realmente é necessário para levar seu filho à autonomia.

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O que é Musicoterapia (Explicado de Forma Simples)

Antes de entender se a musicoterapia pode ajudar com a dislexia, precisamos entender o que ela é exatamente.

A musicoterapia não é simplesmente “ouvir música” ou “aprender a tocar um instrumento”. É uma intervenção terapêutica estruturada que utiliza a música — a escuta, o canto, o ritmo, o movimento — como instrumento para atingir objetivos específicos.

🎵 NO CASO DE CRIANÇAS COM DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM, A MUSICOTERAPIA PODE SER UTILIZADA PARA:

  • Melhorar a atenção e a concentração
  • Desenvolver a consciência rítmica e temporal
  • Estimular áreas do cérebro ligadas à linguagem
  • Aumentar a motivação e a autoestima
  • Favorecer o bem-estar emocional

No Brasil, a musicoterapia é praticada por profissionais formados — muitas vezes em colaboração com fonoaudiólogos, psicólogos e neuropsicólogos. Existem associações como a UBAM (União Brasileira das Associações de Musicoterapia) que regulam a profissão.

📌 EM RESUMO

A musicoterapia é uma intervenção terapêutica que usa a música para estimular funções cognitivas, emocionais e relacionais. Não é um curso de música, mas um percurso com objetivos específicos.

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Por que Música e Leitura Estão Conectadas

É aqui que a coisa fica interessante. A pesquisa em neurociência dos últimos anos descobriu algo fascinante: música e linguagem compartilham as mesmas áreas do cérebro.

Quando ouvimos música e quando lemos, nosso cérebro faz operações semelhantes: decodifica símbolos, reconhece padrões, processa sequências temporais. Não é por acaso que muitas crianças disléxicas também têm dificuldade com ritmo.

🧠 A DESCOBERTA-CHAVE

Os pesquisadores Goswami (2011, 2013) demonstraram que a dislexia está ligada a um distúrbio do “amostramento temporal” — na prática, o cérebro tem dificuldade para processar o ritmo dos sons. Isso explica por que pessoas disléxicas têm dificuldade para perceber sílabas e acentos das palavras.

Para entender melhor, pense em como a leitura funciona:

  1. O olho vê um símbolo (a letra)
  2. O cérebro transforma isso em um som (fonema)
  3. Os sons se combinam em palavras
  4. As palavras criam significado

Esse processo exige um sincronismo perfeito entre visão e audição. Se o cérebro processa os sons de modo “descompassado” — se está “em sintonia, mas fora do tempo”, como dizem os pesquisadores — a leitura se torna cansativa.

É por isso que o ritmo musical poderia ajudar: ao treinar a percepção rítmica, você também treina as bases neurais da leitura.

🎵 A CONEXÃO RITMO–FONOLOGIA

Um estudo de Flaugnacco et al. (2015) demonstrou que a percepção e a produção do ritmo predizem as habilidades de leitura em crianças disléxicas. Quem tem um bom “ouvido rítmico” tende a ler melhor.

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O que a Ciência Diz: Os Benefícios Reais

Vamos aos fatos. O que os estudos científicos dizem sobre a musicoterapia para a dislexia?

Uma revisão sistemática publicada em 2021 na Frontiers in Psychiatry analisou os estudos existentes e encontrou evidências encorajadoras. Crianças disléxicas que participam de sessões de musicoterapia apresentam:

✅ BENEFÍCIOS DOCUMENTADOS

  • Melhora do vocabulário
  • Pontuações mais altas em testes de compreensão de texto
  • Maior consciência fonológica (capacidade de “ouvir” os sons nas palavras)
  • Melhor atenção auditiva
  • Leitura de palavras mais precisa

Particularmente interessantes são os estudos de Habib et al. e Overy, que documentaram melhorias em crianças disléxicas após sessões de musicoterapia educativa na escola.

A pesquisa também confirma esses resultados. Elena Flaugnacco, neuropsicóloga, demonstrou que o treinamento musical pode melhorar as habilidades de leitura em crianças com dislexia.

📊 OS DADOS EM RESUMO

Área Efeito da Musicoterapia
Consciência fonológica Melhora documentada
Vocabulário Melhora documentada
Compreensão do texto Melhora documentada
Velocidade de leitura Dados limitados
Autonomia nos estudos Não medida

Até aqui, tudo bem. A musicoterapia parece ter efeitos positivos reais. Mas há um “porém” importante...

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As Limitações da Musicoterapia para a Dislexia

Agora chegamos ao ponto que muitos não te dizem. A musicoterapia tem benefícios reais, mas também tem limitações importantes que você precisa conhecer antes de investir tempo e dinheiro.

⚠️ PRIMEIRA LIMITAÇÃO: As evidências científicas ainda são limitadas

Sim, há estudos promissores. Mas, como a própria revisão de 2021 observa, “faltam dados para crianças com TEAp, embora as evidências preliminares pareçam encorajadoras”. Traduzindo: ainda estamos na fase inicial da pesquisa. Não podemos afirmar com certeza que a musicoterapia “cura” a dislexia.

⚠️ SEGUNDA LIMITAÇÃO: Não enfrenta o problema na raiz

A musicoterapia trabalha as bases da leitura — percepção rítmica, consciência fonológica. Mas não ensina diretamente a ler. Não fornece um método de estudo. Não leva à autonomia.

É como fazer ginástica postural para melhorar a corrida: útil para a base, mas não te ensina a correr uma maratona.

⚠️ TERCEIRA LIMITAÇÃO: É uma forma de suporte, não de resolução

Este é o ponto crucial. A musicoterapia — como a fonoaudiologia, como reforço escolar, como ferramentas compensatórias — é um instrumento de suporte. Ajuda, sustenta, melhora algumas funções. Mas não elimina a dificuldade.

❓ A PERGUNTA QUE VOCÊ PRECISA SE FAZER

Depois de meses ou anos de musicoterapia, seu filho será capaz de ler e estudar com total autonomia, sem ajudas externas?

Ele será livre da dependência de ferramentas, suportes, facilidades?

Se a resposta for “não sei” ou “provavelmente não”, então a musicoterapia sozinha não é suficiente. É um bom complemento, mas não pode ser a única estratégia.

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Compensar vs Resolver: A Diferença Fundamental

Existe uma distinção que poucos fazem, mas que muda tudo: a diferença entre compensar uma dificuldade e resolvê-la.

🔴 COMPENSAR

Significa contornar o problema. Fornecer “muletas”. Leitor de tela porque não consegue ler. Mapas prontos porque não consegue organizar. Alguém que lê por ele porque sozinho não dá conta. Musicoterapia porque melhora as bases, mas o problema permanece.

🟢 RESOLVER

Significa eliminar o problema na raiz. Ensinar a ler de forma eficaz. Ensinar a organizar informações. Ensinar a estudar com autonomia. Tornar as ferramentas compensatórias desnecessárias.

🔄 A COMPARAÇÃO

Compensar Resolver
Contorna o problema Elimina o problema
Cria dependência de ferramentas Cria autonomia
Suporte permanente Percurso com fim definido
A dificuldade permanece, é gerida A dificuldade é superada
Ex: leitor de tela, mapas prontos, musicoterapia Ex: método que ensina a ler e estudar

Atenção: não estou dizendo que compensar é errado. Ferramentas compensatórias são úteis, às vezes necessárias. A musicoterapia pode ser um excelente complemento. Mas se o objetivo é autonomia — se você quer que seu filho um dia estude sozinho, sem depender de ninguém — então a compensação não basta.

💡 A METÁFORA

Se seu filho tivesse dificuldade para caminhar, você preferiria dar muletas para sempre… ou ensiná-lo a caminhar sem elas?

A compensação oferece muletas. A resolução ensina a caminhar.

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O que Realmente É Necessário para Autonomia na Leitura

Se você entendeu a diferença entre compensar e resolver, a pergunta surge naturalmente: o que realmente é necessário para levar uma criança disléxica à autonomia?

Depois de anos de pesquisas e experiência com centenas de famílias, identificamos quatro pilares fundamentais:

🏛️ OS 4 PILARES DA AUTONOMIA

1. Leitura Fluente

Não ler “bem o suficiente” — ler de modo fluente, rápido, sem esforço. Uma pessoa disléxica pode chegar a ler 200–300 palavras por minuto, se tiver o método certo.

2. Compreensão Total

Não entender “a ideia geral” — compreender tudo, em profundidade, de primeira. Sem reler dez vezes.

3. Método de Estudo

Não “estudar como dá” — ter um método preciso, eficaz, adequado à mente disléxica. Que funcione sempre.

4. Comunicação Eficaz

Não apenas saber, mas também conseguir expressar o que sabe. Em sala, em provas, na vida.

Esses quatro pilares não se constroem com musicoterapia. Não se constroem com fonoaudiologia. Não se constroem com reforço escolar.

Eles se constroem com um método específico projetado para a mente disléxica — um método que respeita como pessoas disléxicas pensam (por imagens, não por palavras) e que mira explicitamente a resolução, não a compensação.

📍 O MÉTODO DYSWAY

DysWay é um método criado por uma pedagoga disléxica — a Dra. Cecilia Cruz — que viveu na própria pele cada dificuldade e desenvolveu uma abordagem inteiramente baseada no canal visual.

O objetivo do DysWay não é compensar: é resolver. Tornar seu filho completamente autônomo na leitura, na compreensão e no estudo.

Os primeiros resultados são visíveis após poucas semanas. Avanços significativos após 2–3 meses. E, ao final do percurso — que tem duração definida, não é infinito — o objetivo é autonomia total.

Isso não significa que a musicoterapia seja inútil. Pode ser um ótimo complemento — algo que se soma ao método principal. Mas sozinha não é suficiente para alcançar autonomia.

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FAQ sobre Musicoterapia e Dislexia

A musicoterapia cura a dislexia?

Não, a musicoterapia não “cura” a dislexia. Ela pode melhorar algumas funções cognitivas de base (consciência fonológica, atenção auditiva) que estão ligadas à leitura, mas não elimina as dificuldades. É uma ferramenta de suporte, não de resolução.

Quantas sessões de musicoterapia são necessárias para ver resultados?

Os estudos mostram melhorias após percursos de várias semanas ou meses. Porém, os resultados geralmente são graduais e dizem respeito às funções de base, não à autonomia na leitura e no estudo.

Posso combinar musicoterapia e método DysWay?

Sim, podem ser complementares. A musicoterapia pode trabalhar as bases rítmicas e fonológicas, enquanto o DysWay trabalha diretamente leitura, compreensão e método de estudo. O importante é ter um método principal que mire autonomia.

A musicoterapia é coberta pelo sistema público?

Depende da região e da estrutura. Em alguns casos pode ser incluída em percursos de reabilitação, mas muitas vezes é um serviço particular pago. Verifique com o serviço público da sua região.

Com que idade é possível iniciar musicoterapia?

A musicoterapia pode ser iniciada até mesmo na idade pré-escolar. Aliás, alguns estudos sugerem que quanto mais cedo se começa, maiores são os benefícios para o desenvolvimento fonológico.

Qual é a diferença entre musicoterapia e aulas de música?

A musicoterapia é uma intervenção terapêutica com objetivos específicos, conduzida por profissionais formados. Aulas de música são didáticas, voltadas ao aprendizado musical. Ambas podem trazer benefícios, mas a musicoterapia é mais direcionada às funções cognitivas.

Conclusão — Musicoterapia e Dislexia

Vamos resumir o que vimos.

A musicoterapia tem benefícios reais para crianças disléxicas. A ciência confirma que pode melhorar a consciência fonológica, o vocabulário e a atenção auditiva. É uma intervenção válida e pode ser um bom complemento.

Mas a musicoterapia sozinha não basta se o objetivo é autonomia. É uma ferramenta de compensação, não de resolução. Trabalha as bases, mas não ensina a ler, não fornece método de estudo, não leva à independência.

Se você quer que seu filho se torne realmente autônomo — capaz de ler, compreender e estudar sem ajudas externas — é preciso algo a mais. É preciso um método que aponte explicitamente para a resolução das dificuldades, não apenas para o suporte.

A boa notícia?

Esse método existe.
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