Curso Gratuito
Disgrafia tem cura? A verdade sobre cura, “remédios” e como superá-la

Disgrafia tem cura? A verdade sobre cura, “remédios” e como superá-la

cura disgrafia Feb 02, 2026

Disgrafia tem cura? Descubra a verdade sobre cura, tratamentos, “remédios” e como superar definitivamente as dificuldades de escrita.

“A disgrafia tem cura?” É a pergunta que todo pai/mãe faz depois do diagnóstico.

A resposta curta: a disgrafia não é uma doença, então não se “cura” no sentido médico. Mas as dificuldades podem ser superadas? Absolutamente sim.

Neste guia você descobre o que significa de verdade “curar” a disgrafia, quais tratamentos funcionam, quais “remédios” são eficazes e qual é a diferença entre compensar as dificuldades e resolvê-las na raiz.

Depois do diagnóstico, muitos pais ficam desorientados. De um lado ouvem dizer que “a disgrafia não tem cura”; do outro veem crianças que melhoram. Quem tem razão?

A verdade está no meio — e, principalmente, em entender o que queremos dizer com “curar”.

Se você está buscando respostas concretas sobre como ajudar seu filho, você está no lugar certo.

1

A disgrafia tem cura? A verdade

Vamos começar pela pergunta mais buscada: a disgrafia tem cura?

A resposta técnica é não. A disgrafia, como todos os Transtornos Específicos de Aprendizagem (TEAp), não é uma doença da qual se “cura”. É uma característica neurobiológica — uma forma diferente de o cérebro processar o movimento da escrita.

Mas atenção: dizer que “não tem cura” não significa dizer que “não dá para fazer nada”.

A distinção fundamental:

A disgrafia como característica neurológica não desaparece. O cérebro de uma pessoa com disgrafia continuará funcionando de forma diferente.

As dificuldades causadas pela disgrafia, porém, podem ser reduzidas drasticamente, até se tornarem irrelevantes na vida cotidiana.

É como a miopia: você não “cura” a miopia, mas com os óculos certos (ou com intervenções específicas) você enxerga muito bem. A diferença é que, para a disgrafia, existem abordagens que vão além da simples compensação.

A disgrafia tem cura? Não, no sentido médico do termo.
A disgrafia pode ser tratada no sentido de superar as dificuldades?
Sim, com a abordagem certa.

2

O que significa “curar” a disgrafia

Se a disgrafia não se cura como uma doença, então o que significa “tratar a disgrafia”?

Significa trabalhar nas dificuldades até que elas não impactem mais a vida da criança.

✓ Uma criança com disgrafia “resolvida” é uma criança que:

  • Escreve de forma legível sem esforço excessivo
  • Não sente dor física durante a escrita
  • Consegue fazer anotações de forma funcional
  • Não evita mais atividades que exigem escrita
  • Recuperou autoestima e tranquilidade

A disgrafia pode ser “curada”? Depende do que você quer dizer.

Se você quer dizer “fazer a característica neurológica desaparecer”: não.

Se você quer dizer “permitir que seu filho escreva sem que isso seja um problema”: sim.

A questão não é se a disgrafia “tem cura” em sentido absoluto. A questão é: seu filho pode se tornar autônomo? Pode parar de sofrer por causa da escrita? A resposta é sim.

3

Quem trata a disgrafia (e quem não)

Quem trata a disgrafia? Quais profissionais podem ajudar?

✓ Quem trabalha com disgrafia:

Neuropsiquiatra Infantil:
É o médico que faz o diagnóstico. Não “cura” diretamente a disgrafia, mas é fundamental para enquadrar o problema e excluir outras causas.

Terapeuta de Neuro e Psicomotricidade (TNPEE):
É o especialista que trabalha os aspectos grafo-motores. Com atividades específicas, ajuda a criança a melhorar coordenação, postura e pegada.

Grafólogo reeducador:
Especialista em reeducação do gesto gráfico. Trabalha especificamente a escrita com técnicas direcionadas.

Fonoaudiólogo:
Atua quando a disgrafia se associa à disortografia ou a outros transtornos da linguagem escrita.

❌ Quem NÃO trata a disgrafia:

  • O pediatra (pode apenas encaminhar)
  • O professor (pode apoiar, não tratar)
  • O pai/mãe sozinho (são necessárias competências específicas)
  • Cursos de caligrafia bonita (não trabalham as causas)

Qual médico trata a disgrafia?

Tecnicamente, nenhum médico “trata” no sentido tradicional.
O neuropsiquiatra diagnostica, mas o trabalho com as dificuldades
é feito por profissionais de reabilitação como o TNPEE ou o grafólogo reeducador.

A pergunta certa não é “quem trata a disgrafia”, mas “quem pode ajudar meu filho a superar as dificuldades”.

Quer saber como ajudar seu filho?

Agende uma consultoria gratuita para entender o caminho mais adequado.

👉 Agende a consultoria gratuita
4

Os tratamentos para disgrafia

Quais tratamentos para disgrafia existem? Vamos ver as opções.

🧠 TRATAMENTO NEUROPSICOMOTOR

É o tratamento de disgrafia mais comum. O TNPEE trabalha: coordenação olho-mão, motricidade fina, organização espaço-temporal, postura e pegada.

O tratamento com essa abordagem geralmente dura meses, com sessões semanais.

✍️ REEDUCAÇÃO DO GESTO GRÁFICO

O grafólogo reeducador trabalha diretamente a escrita: análise do gesto gráfico, exercícios de relaxamento muscular, pré-grafismo e macrografia, reeducação das letras.

A terapia com esse método é mais focada, mas exige constância.

🗣️ TRATAMENTO FONOAUDIOLÓGICO

Quando a disgrafia se associa à disortografia, o tratamento fonoaudiológico atua nos aspectos linguísticos da escrita.

📋 O que avaliar em um tratamento:

Qualquer que seja o tratamento escolhido, verifique:

  • ✓ Objetivos claros e mensuráveis
  • ✓ Duração estimada do percurso
  • ✓ Envolvimento da família
  • ✓ Trabalho nas causas, não apenas nos sintomas

⚠️ Atenção:

O risco de muitos tratamentos é trabalhar só “a letra bonita”
sem encarar as causas profundas.
O resultado? Melhoras temporárias que desaparecem com o tempo.

5

“Remédios” para disgrafia: o que realmente funciona

Ao procurar “remédios para disgrafia”, aparece de tudo. Vamos esclarecer o que funciona e o que não funciona.

❌ “REMÉDIOS” QUE NÃO FUNCIONAM:

Fazer a criança copiar letras infinitas vezes:
Repetição mecânica não resolve um problema de coordenação. É como pedir a quem está com febre para correr “para esquentar”.

Punir ou brigar:
A criança com disgrafia já está se esforçando ao máximo. Pressão piora.

“Remédios milagrosos”:
Desconfie de promessas de resultado imediato com métodos secretos.

Esperar passar:
A disgrafia não passa com a idade. Sem intervenção, ela se consolida.

⚠️ “REMÉDIOS” QUE AJUDAM (mas não resolvem):

  • Ferramentas compensatórias: computador, tablet, canetas ergonômicas. Não resolvem, mas ajudam no dia a dia escolar.
  • Ajustes ambientais: cadernos com linhas especiais, pranchetas inclinadas, boa iluminação. Reduzem o esforço.
  • Atividades de motricidade fina: modelagem, construções, trabalhos manuais. Treinam a coordenação indiretamente.
  • Redução do estresse: uma criança tranquila melhora mais rápido. A ansiedade bloqueia.

✓ OS “VERDADEIROS REMÉDIOS” PARA DISGRAFIA:

Os mais eficazes não são “truques”, mas percursos estruturados que:

  • Identificam as causas específicas das dificuldades
  • Trabalham essas causas de forma direcionada
  • Constroem gradualmente as competências faltantes
  • Buscam autonomia, não dependência

Remédios eficazes para disgrafia =
trabalho sério nas causas + tempo + constância.

6

Reabilitação vs abordagem resolutiva

Vamos falar sobre reabilitação na disgrafia e como ela difere de uma abordagem realmente resolutiva.

📋 O QUE É A REABILITAÇÃO DA DISGRAFIA

A reabilitação tradicional busca: melhorar o gesto gráfico, corrigir postura e pegada, aumentar a velocidade e tornar a escrita mais legível.

Exercícios típicos incluem: traçados, pré-grafismo, cópia de letras, atividades de motricidade fina.

A reabilitação funciona? Sim, em muitos casos traz melhora. Mas há um limite.

⚠️ O LIMITE DA REABILITAÇÃO TRADICIONAL

Ela costuma trabalhar no sintoma (a escrita)
sem enfrentar a causa profunda (como o cérebro processa o movimento).

É como endireitar uma planta torta o tempo todo
sem perguntar por que ela cresce torta.

Resultado: melhorias que exigem esforço constante para se manter.
Parou, regride.

Reabilitação tradicional Abordagem resolutiva
Trabalha no gesto Trabalha na causa do gesto
Corrige “de fora” Constrói “de dentro”
Exige esforço constante Cria novos automatismos
Melhora temporariamente Resolve de forma estável

Como resolver a disgrafia de verdade? Não basta reeducar. É preciso um método que respeite como o cérebro da criança funciona e trabalhe com ele — não contra ele.

7

Como superar a disgrafia definitivamente

É possível superar a disgrafia de forma definitiva?

Sim — quando se usa uma abordagem alinhada ao funcionamento natural do cérebro.

❌ O PROBLEMA DOS MÉTODOS TRADICIONAIS

A maioria tenta “corrigir” a criança com disgrafia, forçando-a a funcionar como os outros. É como pedir a um canhoto para escrever com a direita. Até consegue, mas com quanta fadiga? E por quanto tempo?

✓ A SOLUÇÃO: TRABALHAR COM O CÉREBRO, NÃO CONTRA

Crianças com disgrafia muitas vezes têm um cérebro mais visual e global. Em vez de combater essa característica, dá para usá-la como recurso.

Superar a disgrafia significa: parar de forçar um funcionamento que não pertence à criança, usar pontos fortes, construir novos automatismos que funcionem para ela e alcançar autonomia sem depender de ferramentas externas.

O MÉTODO DYSWAY

O método DysWay nasce exatamente com esse objetivo:
não compensar, mas resolver. Não criar dependência, mas construir autonomia.

Como funciona? Trabalha com as características naturais do cérebro visual em vez de contrariá-las. Usa o pensamento por imagens como aliado do aprendizado.

O resultado: crianças que superam a disgrafia de forma estável,
sem precisar depender para sempre do computador ou de outras ferramentas.

A disgrafia tem cura? No sentido profundo —
permitir que seu filho viva sem que a escrita seja um problema —
sim, dá para superar.

Quer conhecer a abordagem resolutiva?

Agende uma consultoria gratuita para entender como ajudar seu filho.

👉 Agende a consultoria gratuita
?

FAQ sobre a “cura” da disgrafia

A disgrafia tem cura completa?

A disgrafia como característica neurológica não “desaparece”. Mas as dificuldades que ela causa podem ser superadas completamente, permitindo que a criança escreva sem esforço e sem problemas.

Como tratar disgrafia em crianças?

A disgrafia em crianças é enfrentada com percursos específicos que podem incluir neuropsicomotricidade, reeducação do gesto gráfico ou abordagens resolutivas que trabalham as causas profundas. A escolha depende da situação específica.

A disgrafia pode ser tratada em adultos?

Sim, adultos também podem melhorar bastante. É mais trabalhoso porque os automatismos são mais consolidados, mas com a abordagem certa os resultados chegam também na vida adulta.

Qual médico trata disgrafia?

O neuropsiquiatra infantil diagnostica a disgrafia, mas não a “trata” diretamente. O trabalho nas dificuldades é feito por profissionais como o TNPEE ou o grafólogo reeducador.

Quanto tempo leva para tratar a disgrafia?

Depende da gravidade e da abordagem. Percursos tradicionais podem durar anos. Abordagens mais intensivas e direcionadas podem trazer resultados estáveis em menos tempo.

“Remédios naturais” funcionam para disgrafia?

Não existem “remédios naturais” para disgrafia. Atividades como manipulação e exercícios de motricidade fina ajudam como apoio, mas não substituem um percurso estruturado.

A reabilitação de disgrafia é eficaz?

Pode trazer melhora, mas muitas vezes trabalha mais no sintoma do que na causa. Para resultados estáveis, é preciso ir além da simples reeducação do gesto.

Dá para superar disgrafia sem fonoaudiólogo?

Depende. Se for apenas disgrafia (gesto gráfico), o fonoaudiólogo não é a figura central. Se houver também disortografia, a intervenção dele se torna importante.

Conclusão — Dá para “curar” a disgrafia?

Agora você tem as respostas que procurava.

A disgrafia tem cura? Não no sentido médico tradicional. A disgrafia pode ser tratada? Sim — no sentido de superar as dificuldades e viver sem que a escrita seja um problema.

A diferença está na abordagem:

Compensar = contornar as dificuldades com ferramentas externas.
Funciona, mas cria dependência.

Resolver = trabalhar as causas profundas.
Exige mais esforço no começo, mas leva à autonomia.

A escolha é sua. Mas saiba que seu filho pode superar a disgrafia. Ele não precisa conviver para sempre com as dificuldades. Não precisa depender para sempre do computador.

Se você quer entender qual abordagem é mais adequada para a situação do seu filho, agende uma consultoria gratuita. Juntos vamos avaliar o quadro completo e encontrar o caminho até a autonomia.

👉 Agende a consultoria gratuita

 
 
🎓 Curso Online Gratuito

Pais Conscientes 2.0

Acesse gratuitamente nosso curso em vídeo para pais, para compreender as dinâmicas que causam as dificuldades ligadas aos transtornos de aprendizagem e o que é possível fazer para resolvê-las definitivamente.

Acessar o Curso Gratuito →