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Escrita de um Disléxico: Como Reconhecer e o que Fazer

Escrita de um Disléxico: Como Reconhecer e o que Fazer

Jan 28, 2026

Como é a escrita de um disléxico? Descubra as características típicas, a diferença em relação à disgrafia e como ajudar seu filho a escrever melhor.

“Professora, não consigo ler o que ele escreveu.”

Se você já ouviu essa frase sobre seu filho, provavelmente se perguntou: isso é normal? É dislexia? É outra coisa?

A escrita de um disléxico tem características específicas — e reconhecê-las é o primeiro passo para ajudar seu filho da maneira certa.

Neste artigo, eu mostro como costuma ser a escrita disléxica, qual é a diferença em relação à disgrafia, quais erros são "sinais" e quais não são e, principalmente, o que você pode fazer para melhorar a situação.

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Como é a escrita de um disléxico

A escrita de um disléxico não é apenas "feia" ou "bagunçada". Ela tem características específicas que a diferenciam.

📝 O que você pode notar:

  • Letras invertidas (b/d, p/q, m/n)
  • Letras espelhadas (escritas ao contrário)
  • Palavras incompletas ou com letras faltando
  • Erros ortográficos frequentes, até em palavras simples
  • Espaçamento irregular entre letras e palavras
  • Dificuldade em manter-se na linha
  • Escrita lenta e cansativa
  • Diferenças marcantes entre cópia e ditado

💡 O ponto importante: esses erros não são aleatórios. Eles seguem padrões recorrentes ligados à forma como o cérebro disléxico processa a linguagem.

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Os erros típicos da escrita disléxica

Os erros na escrita disléxica se dividem em categorias bem definidas:

🔊 Erros fonológicos:

  • Troca de letras parecidas pelo som (f/v, t/d, p/b)
  • Omissão de letras ou sílabas ("pota" em vez de "porta")
  • Acréscimo de letras desnecessárias
  • Inversão na ordem das letras ("li" em vez de "il")

👁️ Erros visuais:

  • Confusão entre letras parecidas pela forma (b/d, p/q, m/n, a/o)
  • Escrita espelhada de letras isoladas
  • Dificuldade com letras que "descem" da linha (p, q, g, f)

✏️ Erros ortográficos:

  • Letras duplas faltando ou adicionadas ao acaso
  • Acentos esquecidos ou incorretos
  • "H" faltando ou colocada onde não é necessária
  • Separações erradas ("de pois" em vez de "depois")

⚠️ Esses erros tendem a persistir no tempo e não melhoram simplesmente com "mais treino".

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Dislexia vs. Disgrafia: é a mesma coisa?

Não. E confundir as duas é um erro comum.

📖 Dislexia

Está ligada à decodificação da linguagem escrita — ler e escrever corretamente as palavras.

Os erros aparecem no conteúdo: letras erradas, palavras mal escritas.

✍️ Disgrafia

Está ligada ao gesto gráfico — o movimento da mão ao escrever.

Os erros aparecem na forma: caligrafia ilegível, traço irregular, pega incorreta do lápis.

✓ Uma criança pode ter:

  • Só dislexia (escreve palavras erradas, mas a caligrafia é legível)
  • Só disgrafia (caligrafia ilegível, mas ortografia correta)
  • As duas (erros ortográficos + caligrafia difícil)

Entender a diferença é fundamental para intervir do jeito certo.

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Por que disléxicos têm dificuldade para escrever

O cérebro disléxico processa informações de forma diferente — e isso impacta diretamente a escrita.

🧠 O problema da codificação:

Para escrever uma palavra, o cérebro precisa:

  1. Pensar no conceito
  2. Encontrar a palavra certa
  3. Dividir a palavra em sons
  4. Associar cada som a uma letra
  5. Lembrar como se escreve essa letra
  6. Coordenar a mão para desenhá-la

⚠️ Para um disléxico, os passos 3, 4 e 5 são especialmente difíceis. O cérebro funciona de forma global e visual, não sequencial e fonológica.

💡 A sobrecarga cognitiva:

Enquanto uma criança não disléxica escreve quase automaticamente, a criança disléxica precisa pensar conscientemente em cada passo. Isso deixa tudo muito mais lento e aumenta os erros.

É como dirigir em um país estrangeiro em que você precisa pensar em cada ação, em vez de fazê-las automaticamente.

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Escrita à mão vs. escrita no computador

Muitos pais percebem algo curioso: no computador, o filho escreve melhor.

Por quê?

✍️ Escrita à mão — esforço dobrado:

  • Você precisa pensar o que escrever (conteúdo)
  • E também como escrever cada letra (gesto gráfico)

Para um disléxico, administrar as duas coisas ao mesmo tempo é uma sobrecarga enorme.

💻 Escrita no computador — um esforço a menos:

  • O gesto gráfico fica simplificado (apertar uma tecla)
  • O corretor automático ajuda nos erros
  • É mais fácil corrigir e reescrever

⚠️ Mas atenção: o computador é um instrumento compensatório. Ele ajuda a lidar com o problema — não o resolve.

A pergunta que você sempre deve se fazer é: meu filho está ficando mais autônomo ou mais dependente da ferramenta?

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Como ajudar um disléxico a escrever melhor

Veja o que funciona e o que não funciona.

❌ O que NÃO funciona:

  • Mandar copiar o erro 10 vezes (frustrante e inútil)
  • Punir erros ortográficos
  • Dizer "concentre-se mais"
  • Comparar com colegas
  • Esperar "amadurecer"

✓ O que funciona:

  • Trabalhar a consciência fonológica
  • Usar abordagens multissensoriais (ver, ouvir, tocar)
  • Reduzir a sobrecarga cognitiva
  • Valorizar o conteúdo, não só a forma
  • Tratar as causas, não apenas os sintomas

O ponto-chave: a escrita melhora quando melhora a capacidade de processar a linguagem — e não o contrário.

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O método visual para a escrita

Disléxicos pensam por imagens. Isso pode virar uma vantagem também na escrita.

❌ Abordagem tradicional:

"Casa" → C-A-S-A → sons → letras → escrita

✓ Abordagem visual:

"Casa" → 🏠 (imagem) → palavra inteira → escrita

Em vez de dividir a palavra em sons (difícil para um disléxico), trabalha-se com a imagem da palavra como um todo.

O método DysWay aplica esse princípio: usa o pensamento visual natural do disléxico como acelerador, não como obstáculo.

Resultado: menos esforço, menos erros, mais autonomia.

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Quando se preocupar (e quando não)

Nem todo erro de escrita é sinal de dislexia.

✓ Normal no 1º/2º ano do fundamental:

  • Algumas inversões de letras
  • Erros ocasionais com letras duplas
  • Caligrafia ainda em desenvolvimento

⚠️ Vale investigar se persistir depois do 2º ano:

  • Erros sistemáticos e repetitivos
  • Grande diferença entre capacidade oral e escrita
  • Escrita muito mais lenta que a dos colegas
  • Recusa em escrever
  • Frustração evidente

Se você reconhece esses sinais, não espere.

Quanto mais cedo se intervém, melhores os resultados.

Você reconhece esses sinais?

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FAQ - Perguntas Frequentes

Como reconhecer a escrita de um disléxico?

Ela apresenta erros recorrentes: inversões de letras (b/d), omissões, erros ortográficos persistentes mesmo em palavras simples, dificuldade com letras duplas e acentos. Os erros seguem padrões específicos e não melhoram com repetição simples.

Dislexia e disgrafia são a mesma coisa?

Não. Dislexia envolve codificação da linguagem (escrever as palavras corretas). Disgrafia envolve o gesto gráfico (caligrafia legível). Podem coexistir, mas são transtornos diferentes.

Por que meu filho escreve melhor no computador?

Porque o computador elimina o esforço do gesto gráfico e oferece corretor automático. Mas é um recurso compensatório, não a solução do problema de base.

Erros de escrita passam com a idade?

Se forem causados pela dislexia, não. Sem intervenção específica, tendem a persistir. Podem ser mascarados (computador, evitar escrever), mas não desaparecem sozinhos.

Como posso ajudar meu filho a escrever melhor?

O mais eficaz é trabalhar a causa — como o cérebro processa a linguagem — e não apenas o sintoma. Métodos visuais e multissensoriais costumam ser mais eficazes que repetição mecânica.

Conclusão — A escrita pode melhorar

A escrita de um disléxico tem características específicas. Reconhecê-las é o primeiro passo.

Mas não pare no diagnóstico. Dificuldades de escrita podem ser superadas — não com mais dever de casa, não com punições, não esperando "passar".

✓ Elas são superadas com um método que respeite como o cérebro disléxico realmente funciona.

Disléxicos não estão "errados".

Eles têm um cérebro que funciona de forma diferente. E quando se trabalha com esse cérebro — em vez de contra ele — os resultados aparecem.

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