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Dislexia e Inglês: Como Superar o Problema

Dislexia e Inglês: Como Superar o Problema

dislexia ingles Jan 27, 2026

Dislexia e inglês: por que pessoas disléxicas têm dificuldade com o inglês? Descubra as causas, as soluções (além da dispensa) e como aprender inglês tendo dislexia.

“Meu filho vai bem em português, mas com o inglês é um desastre.”

Se você se reconhece nessa frase, não está sozinho. A combinação dislexia e inglês é uma das mais problemáticas — e há um motivo bem específico.

O inglês é uma das línguas mais difíceis do mundo para uma pessoa disléxica. Não porque disléxicos sejam menos inteligentes, mas porque o inglês é uma língua opaca — as regras entre escrita e pronúncia são caóticas.

Neste artigo explico por que isso acontece, o que você pode fazer (além de pedir dispensa) e como seu filho pode realmente aprender inglês.

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Por que o inglês é um pesadelo para pessoas disléxicas

Não é por acaso que seu filho vai melhor em português do que em inglês. Há uma razão científica.

O inglês é uma língua opaca. Isso significa que a relação entre letras e sons é irregular, imprevisível e cheia de exceções.

⚠️ Pense nestas palavras em inglês:

  • "through", "though", "thought", "tough" — mesmas letras, sons completamente diferentes
  • "read" (presente) e "read" (passado) — mesma escrita, pronúncia diferente
  • "knight" — metade das letras não é pronunciada

Para um cérebro disléxico, que já tem dificuldade na decodificação, isso é um pesadelo.

✓ O português, por outro lado, é uma língua mais transparente: cada letra corresponde (quase sempre) a um som. "Casa" se lê como se escreve.

Por isso muitos disléxicos parecem "curados" em português, mas entram em colapso com o inglês.

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Português vs. Inglês: a diferença que explica tudo

Vamos aos números:

Língua Transparência Regras
Português 85% Bastante previsível
Espanhol 95% Muito previsível
Alemão 85% Bastante lógico
Francês 70% Muitas exceções
Inglês 40% Caos total

💡 O inglês tem mais de 1.100 formas diferentes de representar seus 44 sons. É a língua europeia mais difícil de ler.

Não é surpresa que países de língua inglesa tenham taxas de dislexia diagnosticada muito mais altas: não porque haja mais disléxicos, mas porque a língua gera mais dificuldades.

Um disléxico brasileiro pode "se virar" por mais tempo antes de ser identificado. Um disléxico inglês ou americano apresenta problemas evidentes desde cedo.

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Dispensa e isenção: solução ou armadilha?

Quando um aluno disléxico tem dificuldade com inglês, a escola costuma propor duas opções:

📋 Dispensa da forma escrita

O aluno estuda inglês, mas é avaliado apenas na parte oral.

🚫 Isenção total

O aluno não estuda inglês.

Parecem soluções. Mas são mesmo?

A dispensa pode ser útil como medida temporária. Porém, se se torna permanente, o aluno nunca aprenderá a ler e escrever em inglês.

❌ A isenção é ainda mais problemática:

  • Impede o acesso a muitas universidades
  • Limita oportunidades profissionais
  • Em um mundo globalizado, o inglês está em toda parte

A pergunta é sempre a mesma: essa solução está ajudando meu filho a se tornar autônomo ou está criando dependência (ou exclusão)?

Instrumentos compensatórios e dispensas podem ser uma ponte — mas não devem ser o destino final.

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Como aprender inglês com dislexia

A boa notícia: pessoas disléxicas podem aprender inglês. Mas não com métodos tradicionais.

❌ O que NÃO funciona:

  • Memorizar listas de vocabulário
  • Estudar regras gramaticais abstratas
  • Repetir, repetir, repetir (sem compreender)
  • Ler textos difíceis demais

✓ O que funciona:

  • Abordagem visual — associar palavras a imagens, não a traduções
  • Aprendizagem multissensorial — ver, ouvir, tocar, fazer
  • Contexto antes das regras — entender o significado antes da gramática
  • Inglês falado antes do escrito — aproveitar os pontos fortes

💡 O cérebro disléxico aprende de forma diferente. É preciso um método diferente.

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O método visual para o inglês

Disléxicos pensam por imagens. Isso é uma enorme vantagem para aprender línguas — se for bem utilizada.

❌ Método tradicional:

"Dog" = "Cachorro"
(tradução)

✓ Método visual:

"Dog" = 🐕
(imagem direta)

A diferença é fundamental. No método tradicional, o cérebro precisa:

  1. Ler "dog"
  2. Traduzir para o português
  3. Pensar no conceito

No método visual:

  1. Ler "dog"
  2. Ver o conceito

Um passo a menos.

E para um cérebro disléxico, cada passo a menos é uma vitória.

O DysWay aplica esse princípio: usar o pensamento visual como acelerador, não como obstáculo.

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Inglês escrito vs. inglês falado

Aqui vai um segredo pouco conhecido: muitos disléxicos são excelentes no inglês falado.

Por quê? Porque o inglês falado contorna o problema da leitura. Aprende-se ouvindo, repetindo e se comunicando.

🎬 Muitos disléxicos que "não sabem inglês", na verdade:

  • Entendem filmes e séries em inglês
  • Cantam músicas em inglês
  • Comunicam-se muito bem no exterior

O problema não é o inglês.

É o inglês escrito.

✓ Isso sugere uma estratégia: começar pelo oral, ganhar confiança e só depois enfrentar o escrito com métodos específicos.

Não o contrário (como faz a escola tradicional).

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O que os pais podem fazer

Se seu filho é disléxico e tem dificuldade com inglês, você pode:

📋 5 ações práticas:

  1. Não aceitar a isenção como única solução
    É um atalho que cobra um preço alto no longo prazo.
  2. Expor seu filho ao inglês falado
    Filmes, séries, músicas, videogames em inglês — sem pressão.
  3. Evitar a memorização forçada
    Listas de vocabulário e regras gramaticais não funcionam.
  4. Buscar um método visual e multissensorial
    O cérebro disléxico aprende de outra forma.
  5. Trabalhar primeiro as bases
    Se seu filho ainda tem dificuldade de leitura em português, comece por aí. Resolver as dificuldades básicas facilita tudo — inclusive o inglês.

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FAQ - Perguntas Frequentes sobre Dislexia e Inglês

Por que meu filho vai bem em português, mas mal em inglês?

O português é uma língua mais transparente (lê-se quase como se escreve); o inglês é opaco (regras caóticas). Para um disléxico, essa diferença é enorme.

A isenção do inglês é uma boa ideia?

Como solução temporária pode aliviar, mas a longo prazo limita oportunidades. É melhor buscar um método que permita aprender de verdade.

Pessoas disléxicas podem aprender inglês?

Com certeza. Mas precisam de métodos diferentes: abordagem visual, multissensorial e começando pelo oral.

Qual é o melhor método para ensinar inglês a um disléxico?

Um método visual que aproveite os pontos fortes do cérebro disléxico — imagens em vez de traduções, contexto em vez de regras abstratas.

Meu filho deveria estudar outras línguas estrangeiras?

Línguas mais transparentes (espanhol, alemão) tendem a ser mais acessíveis. Mas, com o método certo, o inglês também é possível.

Conclusão — O inglês é possível, com o método certo

Agora você sabe por que a combinação dislexia e inglês é tão difícil.

O inglês é uma língua opaca, caótica e cheia de exceções. Para um cérebro disléxico, é a tempestade perfeita.

Mas isso não significa desistir. Significa mudar de abordagem.

✓ A isenção não é o único caminho. Existem métodos que funcionam — métodos visuais e multissensoriais, que respeitam como a mente disléxica realmente funciona.

O primeiro passo é resolver as dificuldades de base.

Depois disso, o inglês (e todo o resto) se torna muito mais acessível.

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