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Dislexia e Jogos: 15 Atividades para Ajudar Seu Filho se Divertindo

Dislexia e Jogos: 15 Atividades para Ajudar Seu Filho se Divertindo

Feb 10, 2026

Dislexia e jogos: descubra os 10 melhores jogos tradicionais, o que a ciência diz sobre videogames e o que fazer para levar seu filho à autonomia.

Se você pesquisou “dislexia jogos”, provavelmente quer ajudar seu filho a melhorar a leitura de um jeito diferente do tradicional — sem a frustração das tarefas comuns.

A ideia é ótima: o jogo reduz a ansiedade, aumenta a motivação e permite que o cérebro aprenda de modo mais relaxado. Crianças com dislexia, em especial, se beneficiam de abordagens que não as colocam sob pressão.

Neste artigo vou apresentar os melhores jogos para trabalhar as dificuldades de leitura. E também vou explicar os limites deles, porque, para alcançar a autonomia de verdade, é preciso algo a mais.

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Por que o Jogo Funciona com a Dislexia

Bastam poucos meses de escola para uma criança com dislexia desenvolver aversão à leitura. O esforço constante, acompanhado de resultados limitados, torna qualquer atividade detestável — para crianças e adultos.

O jogo muda tudo. Quando a gente se diverte, fica mais relaxado: aprende com mais facilidade e consolida aprendizagens sem perceber.

🧠 O MOTIVO CIENTÍFICO

Quando o cérebro está sob estresse (medo de errar, frustração, ansiedade), produz cortisol — que bloqueia a aprendizagem.

Quando está relaxado (jogo, diversão, curiosidade), produz dopamina — que facilita a memorização e a criação de novas conexões neurais.

É por isso que jogos são um recurso valioso: permitem trabalhar as mesmas competências (consciência fonológica, reconhecimento de letras, fluência verbal) sem o clima de “lição”.

⚠️ Mas atenção:

Jogos são um complemento, não uma solução completa.
Vamos ver os benefícios — e, no fim, também os limites.

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Os 10 Melhores Jogos Tradicionais para Dislexia

Você não precisa de jogos caros ou especializados. Muitos dos melhores jogos para trabalhar a dislexia são clássicos que você já tem em casa — com alguns ajustes.

🎯 1. Jogo da Forca

Por que funciona: pensar numa palavra e “ouvir” mentalmente seus sons é um excelente treino de consciência fonológica.

Como adaptar: comece com palavras curtas, depois aumente. Não corrija ortografia que vocês ainda não trabalharam.

🎯 2. Memória com Palavras

Por que funciona: com figuras + nome escrito, a criança associa imagem à palavra — fortalecendo a via lexical.

Como adaptar: use cartas com desenho e palavra (ex.: imagem de maçã + “MAÇÔ). Dá para criar em casa.

🎯 3. Jogo das Rimas

Por que funciona: treina fluência verbal e percepção de semelhanças sonoras — habilidades frequentemente frágeis na dislexia.

Como adaptar: comece simples (GATO–RATO), depois criem versinhos divertidos. Dê exemplos no início.

🎯 4. Nome–Coisa–Cidade

Por que funciona: exige recuperar palavras rapidamente a partir de um som inicial — treino de acesso lexical e nomeação rápida.

Como adaptar: reduza categorias (comece com “Nomes” e “Animais”), dê mais tempo e evite letras difíceis.

🎯 5. Palavras Encadeadas

Por que funciona: a criança identifica a última sílaba e inicia outra palavra — treino direto de segmentação silábica.

Exemplo: CA-NE → NE-VE → VE-LA → LA-GO...

🎯 6. Scrabble (simplificado)

Por que funciona: manipular letras físicas ativa tato + visão (multissensorial).

Como adaptar: joguem cooperativo, permitam dicionário, aceitem palavras curtas. O objetivo é se divertir.

🎯 7. Jogo da Oca das Letras

Por que funciona: versões com letras/sílabas para ler transformam a leitura em “aventura”.

Como encontrar: procure modelos para imprimir ou crie um personalizado para as dificuldades do seu filho.

🎯 8. “Chegou um Navio Carregado de...”

Por que funciona: treino oral de recuperação rápida de palavras por som inicial ou final.

Variações: “...coisas que começam com M” / “...coisas que terminam com -ÃO”.

🎯 9. Encontre as Diferenças

Por que funciona: treina atenção visual e discriminação de detalhes — apoio importante para diferenciar letras parecidas.

Como propor: não trabalha leitura diretamente, mas prepara o terreno. Ótimo como “pausa” divertida.

🎯 10. Dixit / Passa a Bomba

Por que funcionam: Dixit estimula linguagem e narrativa por imagens; Passa a Bomba exige achar palavras rápido sob “pressão lúdica”.

Bônus: são jogos familiares, onde a criança joga em igualdade.

Jogos ajudam — mas seu filho merece mais

Descubra como levá-lo à autonomia completa na leitura.

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Videogames: A Surpresa da Pesquisa Científica

Aqui vai algo inesperado: alguns videogames “comuns” podem ajudar crianças com dislexia a ler melhor.

Em 2013, um estudo italiano publicado na Current Biology (Universidade de Pádua) dividiu 20 crianças com dislexia em dois grupos: um jogava videogames de ação e o outro jogava games non-action.

📊 OS RESULTADOS

Após 9 dias (80 minutos por dia), o grupo dos jogos de ação mostrou melhora significativa na leitura: lia mais rápido e errava menos.

A melhora foi comparada à obtida com um ano de intervenção tradicional focada em leitura.

Por quê? Jogos de ação treinam atenção visuo-espacial — a habilidade de deslocar o foco rapidamente, o que se relaciona com a velocidade de leitura.

A partir disso, surgiu também Letter Ninja, um jogo desenvolvido para treinar reconhecimento rápido de letras.

✓ COMO USAR ISSO COM BOM SENSO

Não é convite para deixar seu filho no videogame o dia inteiro.

Mas, se ele já joga, alguns gêneros (ação/aventura dinâmica) podem ter efeitos positivos na atenção — com moderação e supervisão.

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As 5 Regras de Ouro para Propor Jogos

Jogos só funcionam se continuarem sendo... jogos. Aqui vai como fazer do jeito certo:

1️⃣ NUNCA TRANSFORME EM “LIÇÃO”

Sem notas, sem cobrança, sem “errou”. Se virar obrigação, perde a força.

2️⃣ AJUSTE A DIFICULDADE

Nem fácil demais (tédio), nem difícil demais (frustração). O nível certo dá desafio com chance real de sucesso.

3️⃣ JOGUE JUNTO

A conexão emocional vale ouro. E você modela estratégias sem “dar aula”.

4️⃣ SIGA OS INTERESSES DELE

Ama dinossauros? Use palavras e temas de dinossauros. Interesse multiplica o efeito.

5️⃣ NÃO ESPERE MILAGRES

A melhora costuma ser lenta e gradual. Jogos são suporte de longo prazo, não solução rápida.

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Os Limites dos Jogos: O que Eles Não Podem Fazer

Agora o ponto crítico: jogos ajudam — mas é importante entender o que eles não fazem.

❌ JOGOS NÃO CONSEGUEM...

  • Ensinar um método completo de leitura (treinam habilidades isoladas, não um sistema)
  • Construir compreensão profunda de texto (focam mais decodificação do que entendimento)
  • Ensinar a estudar (leitura é só o começo: depois vem o método de estudo)
  • Levar à autonomia total (continuam sendo apoio, não uma solução estruturada)
  • Substituir um percurso direcionado (são complementos, não alternativas)

Eles treinam competências específicas (rimas, sílabas, atenção, memória), mas não integram tudo num sistema que permita ler com fluência, compreender de primeira e estudar com autonomia.

É como alongamento: faz bem, ajuda, mas não te prepara sozinho para uma maratona.

✓ O que é necessário para a autonomia real

Para levar uma criança com dislexia à autonomia, você precisa de quatro pilares:

  • Leitura fluente — não só decodificar, mas ler com naturalidade
  • Compreensão total — entender de primeira, sem reler várias vezes
  • Método de estudo — organizar informação de forma eficaz
  • Comunicação eficaz — conseguir explicar o que aprendeu

Jogos podem apoiar o primeiro ponto. Para o caminho completo, é preciso algo além.

📍 O MÉTODO DYSWAY

DysWay é um método criado por uma pedagoga com dislexia — Dra. Cecilia Cruz — com abordagem baseada no canal visual, alinhada ao modo como pessoas disléxicas pensam naturalmente.

Não é jogo e não é fonoaudiologia tradicional. É um percurso estruturado, com duração definida, que trabalha os quatro pilares da autonomia.

Jogos podem ser um ótimo complemento — mas, para autonomia real, é preciso mais.

Quer um percurso completo, não só apoios?

Descubra se o Método DysWay é adequado para a situação do seu filho.

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FAQ sobre Dislexia e Jogos

Quanto tempo por dia devo dedicar aos jogos?

Não existe regra fixa. O importante é continuar prazeroso. 15–20 minutos com constância já ajudam.

Meu filho odeia jogos com letras. O que faço?

Ele pode ter associado letras à frustração. Comece com jogos sem leitura direta (atenção, percepção visual, lógica) e introduza linguagem aos poucos.

Apps são melhores que jogos tradicionais?

Depende. Apps dão feedback imediato, mas faltam componentes de vínculo e conversa. O ideal costuma ser misturar.

Videogames fazem mal?

O problema é o excesso. Com tempo limitado, supervisão e pausas, podem ser positivos — e alguns gêneros treinam atenção útil para leitura.

Jogos podem substituir fonoaudiologia?

Não. Jogos complementam, mas não substituem intervenção profissional e um plano estruturado.

Com que idade posso começar?

Jogos de rima e sílabas podem começar já na educação infantil, antes mesmo de diagnóstico — desde que continue sendo brincadeira.

Conclusão — Dislexia e Jogos

Jogos são um recurso valioso para crianças com dislexia. Eles permitem trabalhar competências fonológicas e linguísticas sem a ansiedade das “tarefas”, transformando a aprendizagem em algo leve.

Muitos dos melhores jogos já estão na sua casa: Forca, Memória, Palavras Encadeadas, Nome–Coisa–Cidade. Com pequenas adaptações, viram grandes aliados.

Videogames também podem ser um complemento interessante: pesquisas mostram que alguns gêneros treinam atenção visual ligada à leitura.

Mas jogos têm limites. Eles treinam habilidades isoladas — não constroem um sistema completo para ler, compreender e estudar com autonomia. Para isso, é necessário um percurso estruturado.

Use jogos como complemento.

E, se você quer autonomia real, considere um método que trabalhe os quatro pilares:
Leitura Fluente, Compreensão Total, Método de Estudo e Comunicação Eficaz.

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