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Dislexia Evolutiva: O que é, Sintomas, Causas e o que Fazer

Dislexia Evolutiva: O que é, Sintomas, Causas e o que Fazer

dislexia evolutiva Jan 28, 2026

Dislexia evolutiva: o que é e o que significa? Descubra sintomas, causas, diagnóstico e a diferença em relação à dislexia adquirida. Guia completo para pais.

“O neuropediatra disse que meu filho tem dislexia evolutiva. Mas o que isso significa exatamente?”

Se você recebeu esse diagnóstico, é normal ter muitas dúvidas. Por que "evolutiva"? É diferente de outros tipos de dislexia? O que isso significa para o futuro do seu filho?

A dislexia evolutiva é a forma mais comum de dislexia — aquela presente desde o nascimento, que se manifesta quando a criança começa a lidar com a leitura e a escrita.

Neste artigo explico o que isso significa, quais são os sintomas, as causas e, principalmente, o que você pode fazer para ajudar seu filho.

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O que é a dislexia evolutiva

A dislexia evolutiva é um Transtorno Específico da Aprendizagem (TEAp) que afeta a leitura. É chamada de "evolutiva" porque está presente desde o nascimento e se manifesta ao longo do desenvolvimento da criança.

✓ Não é uma doença.

✓ Não é causada por baixa inteligência, preguiça ou falta de estímulo.

É uma característica neurológica: o cérebro do disléxico processa a linguagem escrita de forma diferente da maioria das pessoas.

📋 Pontos-chave:

  • Presente desde o nascimento (mesmo que se manifeste depois)
  • Não depende da inteligência (muitos disléxicos são muito inteligentes)
  • Não é causada por problemas visuais ou auditivos
  • Não desaparece com a idade, mas as dificuldades podem ser superadas
  • Afeta principalmente a leitura (e frequentemente também a escrita e a ortografia)
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Dislexia evolutiva vs. dislexia adquirida: a diferença

Existem dois tipos principais de dislexia:

🧒 Dislexia evolutiva:

  • Presente desde o nascimento
  • Manifesta-se durante o aprendizado da leitura
  • Tem base genética e neurológica
  • É a forma mais comum (+90% dos casos)
  • Afeta principalmente crianças e adolescentes

🧠 Dislexia adquirida:

  • Surge após um evento traumático (AVC, traumatismo)
  • A pessoa sabia ler e perde essa capacidade
  • É causada por uma lesão cerebral
  • É muito mais rara
  • Afeta principalmente adultos

💡 Quando se fala em "dislexia" na infância, quase sempre trata-se da dislexia evolutiva.

Essa distinção é importante porque as causas — e, portanto, as abordagens — são diferentes:

• A dislexia adquirida requer reabilitação neurológica.
• A dislexia evolutiva requer métodos de aprendizagem adequados.

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Sintomas da dislexia evolutiva

Os sintomas variam conforme a idade, mas seguem padrões reconhecíveis.

👶 Idade pré-escolar (sinais de alerta):

  • Atraso no desenvolvimento da linguagem
  • Dificuldade para aprender cantigas e rimas
  • Confusão entre palavras parecidas
  • Dificuldade para memorizar sequências (dias da semana, meses, alfabeto)
  • Histórico familiar de dislexia

📚 Ensino fundamental (sintomas típicos):

  • Leitura lenta e cansativa
  • Erros frequentes (inversões, substituições, omissões)
  • Dificuldade de compreensão do que lê
  • Escrita com muitos erros ortográficos
  • Confusão entre letras semelhantes (b/d, p/q)
  • Recusa em ler em voz alta
  • Grande diferença entre linguagem oral e escrita

🎓 Ensino fundamental II, médio e além:

  • Leitura ainda lenta em comparação aos colegas
  • Dificuldade com línguas estrangeiras (especialmente inglês)
  • Problemas para estudar a partir de textos escritos
  • Estratégias de evitar a leitura
  • Possível baixa autoestima ligada à escola
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Causas da dislexia evolutiva

A dislexia evolutiva tem causas neurobiológicas. Não é culpa de ninguém — nem da criança, nem dos pais, nem da escola.

🧬 Fatores genéticos:

A dislexia é altamente hereditária. Se um dos pais é disléxico, a criança tem entre 40% e 60% de chance de também ser. Diversos genes já foram identificados.

🧠 Diferenças neurológicas:

O cérebro disléxico processa a linguagem de forma diferente. As áreas responsáveis pela decodificação fonológica funcionam de modo distinto — não pior, apenas diferente.

👶 Desenvolvimento atípico:

Algumas conexões neurais se desenvolvem de maneira diferente durante a gestação e nos primeiros anos de vida.

❌ O que NÃO causa dislexia:

  • Preguiça ou falta de esforço
  • Baixa inteligência
  • Problemas visuais (embora possam coexistir)
  • Educação inadequada
  • Excesso de TV ou videogames
  • Traumas emocionais

A dislexia evolutiva é uma neurodiversidade — uma forma diferente de funcionamento cerebral, com desafios, mas também com pontos fortes.

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Como é feito o diagnóstico da dislexia evolutiva

O diagnóstico é realizado por profissionais especializados, geralmente após o fim do 2º ano do ensino fundamental.

👨‍⚕️ Quem pode diagnosticar:

  • Neuropediatras
  • Psicólogos especializados em TEAp
  • Neuropsicólogos
  • Equipes multidisciplinares
  • Centros especializados (públicos e privados)

📋 O processo diagnóstico inclui:

  • Anamnese (história da criança e da família)
  • Avaliação cognitiva (testes de inteligência)
  • Provas de leitura (velocidade, precisão e compreensão)
  • Avaliação da escrita e da ortografia
  • Exclusão de outras causas (déficits sensoriais, atraso cognitivo)

💡 Por que após o 2º ano?

Antes dessa fase, erros de leitura ainda podem ser parte do desenvolvimento normal. Um diagnóstico muito precoce pode gerar falsos positivos.

Ainda assim, os sinais de alerta podem ser observados bem antes.

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A dislexia evolutiva no DSM-5

O DSM-5 classifica a dislexia evolutiva como Transtorno Específico da Aprendizagem com prejuízo na leitura.

📋 Critérios diagnósticos:

  • Dificuldades persistentes no aprendizado e uso de habilidades acadêmicas por pelo menos 6 meses
  • Habilidades significativamente abaixo do esperado para a idade
  • Início durante a idade escolar
  • Não explicadas por deficiência intelectual, problemas sensoriais ou outros transtornos

📖 Especificadores:

  • Com prejuízo na leitura (dislexia)
  • Com prejuízo na expressão escrita (disortografia)
  • Com prejuízo no cálculo (discalculia)

✓ Níveis de gravidade: leve, moderado e grave.

No Brasil, a dislexia é reconhecida legalmente como TEAp, com direito a adaptações educacionais.

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É possível "curar" a dislexia evolutiva?

A pergunta está mal formulada. A dislexia evolutiva não é uma doença — portanto, não se "cura".

Mas as dificuldades associadas podem ser superadas.

🧠 O que permanece:

  • A característica neurológica de base
  • O modo diferente de processar a linguagem
  • Muitas vezes, os pontos fortes (pensamento visual, criatividade)

✓ O que pode mudar:

  • Fluência na leitura
  • Compreensão de textos
  • Ortografia
  • Autonomia nos estudos
  • Relação com a escola e com o aprendizado

A chave é o método.

A pergunta certa não é "tem cura?", mas "o que funciona para superar as dificuldades?"

• Ferramentas compensatórias ajudam a gerenciar.
• Métodos que atuam na causa resolvem as dificuldades.

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O que fazer após o diagnóstico

Você recebeu o diagnóstico. E agora?

📋 6 passos importantes:

  1. Não entre em pânico
    O diagnóstico não muda seu filho — ele explica. Agora você sabe como agir.
  2. Ative os direitos escolares
    Com o laudo, seu filho tem direito a adaptações educacionais.
  3. Informe-se bem
    Nem todas as soluções são iguais. Diferencie compensação de resolução.
  4. Escolha o caminho certo
    A fonoaudiologia tradicional nem sempre é suficiente. Procure métodos específicos para o cérebro disléxico.
  5. Converse com seu filho
    Explique que ele não está "quebrado". O cérebro dele funciona de forma diferente — e muitas pessoas de sucesso são disléxicas.
  6. Não espere
    Quanto antes a intervenção, melhores os resultados.

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FAQ - Perguntas Frequentes

O que significa "dislexia evolutiva"?

Significa que a dislexia está presente desde o nascimento e se manifesta durante o desenvolvimento, quando a criança aprende a ler.

A dislexia evolutiva passa com a idade?

A característica neurológica permanece, mas as dificuldades podem ser superadas com o método certo.

Meu filho é inteligente. Ele pode ser disléxico?

Sim. Dislexia não tem relação com inteligência. Muitos disléxicos são muito inteligentes.

Com que idade pode ser diagnosticada?

Formalmente, a partir do fim do 2º ano do ensino fundamental, mas os sinais surgem antes e podem ser observados.

É hereditária?

Sim. Há forte componente genética (40–60% de chance se um dos pais for disléxico).

Conclusão — A dislexia evolutiva não define seu filho

A dislexia evolutiva é a forma mais comum de dislexia. Está presente desde o nascimento, tem causas neurológicas e aparece quando a criança começa a ler.

✓ Não é uma doença.

✓ Não é uma condenação.

É um modo diferente de funcionar.

As dificuldades são reais — leitura lenta, erros, esforço excessivo — mas podem ser superadas.

Seu filho não é definido pela dislexia.

Ele é definido por quem pode se tornar — e, com o apoio certo, pode se tornar qualquer coisa.

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