Exercícios para Disgrafia: O que realmente funciona (e o que não)
Feb 02, 2026Exercícios para disgrafia: quais realmente funcionam, exercícios para fazer em casa, fichas PDF e por que exercícios sozinhos não bastam. Guia completo.
Você está procurando exercícios de disgrafia para o seu filho fazer? Você está no lugar certo — mas provavelmente não vai encontrar o que espera.
Neste guia você vai descobrir quais exercícios para disgrafia realmente funcionam, quais são perda de tempo e, principalmente, por que exercícios sozinhos raramente resolvem o problema.
Vamos dar orientações práticas sobre exercícios para fazer em casa, fichas PDF úteis, e vamos explicar o que realmente é necessário para ajudar uma criança com disgrafia a melhorar de forma estável.
A primeira coisa que muitos pais fazem após o diagnóstico é procurar “exercícios disgrafia PDF” ou “fichas de disgrafia para imprimir”. É compreensível: você quer fazer algo imediatamente.
Mas aqui vai a verdade incômoda: a maioria dos exercícios para disgrafia que você encontra online não resolve nada. Alguns podem até piorar a situação.
Antes de baixar mais um PDF, leia este guia. Você pode economizar meses de frustração.
📋 O que você vai encontrar neste guia:
- → Por que exercícios sozinhos não bastam
- → Exercícios para disgrafia: quais funcionam
- → Exercícios de disgrafia para fazer em casa
- → Exercícios motores para disgrafia
- → Exercícios por idade
- → Fichas e exercícios de disgrafia em PDF: o que saber
- → Além dos exercícios: a abordagem resolutiva
- → FAQ sobre exercícios para disgrafia
- → Conclusão
Por que exercícios sozinhos não bastam
Vamos começar por uma verdade que poucos dizem: exercícios para disgrafia, sozinhos, raramente resolvem o problema.
Por quê? A disgrafia não é uma questão de “pouca prática”. Não é como aprender piano, em que quanto mais você pratica, melhor fica. A disgrafia é uma forma diferente de o cérebro processar o movimento da escrita.
Fazer uma criança com disgrafia praticar mais escrita é como pedir a alguém com miopia para “se esforçar para enxergar melhor”. Não funciona assim.
❌ O problema dos exercícios tradicionais
A maioria dos exercícios de disgrafia que você encontra online é baseada em repetição: copie estas letras, reescreva estas palavras, complete estas fichas.
Mas a repetição mecânica não trabalha nas causas da disgrafia. Ela só aumenta a frustração da criança, cria associações negativas com a escrita e gera melhorias temporárias que desaparecem assim que se para.
✓ Quando os exercícios podem ajudar
Exercícios para disgrafia podem ser úteis quando:
- Estão inseridos em um percurso estruturado com objetivos claros
- Trabalham as causas (coordenação, postura, motricidade) e não apenas o sintoma
- São adequados à idade e ao nível da criança
- Não geram estresse ou frustração
A pergunta certa não é “quais exercícios de disgrafia devo baixar”, mas
“qual é o percurso certo para o meu filho,
do qual os exercícios são apenas uma parte”.
Exercícios para disgrafia: quais funcionam
Dito isso, existem exercícios para disgrafia que realmente podem ajudar. A chave é entender a diferença entre os úteis e os contraproducentes.
✓ Exercícios que funcionam
Exercícios de relaxamento da mão:
Antes de escrever, a criança com disgrafia muitas vezes está com a mão tensa, contraída. Apertar e soltar uma bolinha, sacudir as mãos, massagear os dedos: essas atividades simples preparam a mão para a escrita muito melhor do que qualquer cópia.
Pré-grafismo:
Não letras, mas formas: círculos, linhas, ondas, espirais. Esses exercícios trabalham o gesto gráfico sem a pressão de “escrever bonito”. A criança foca no movimento, não no resultado.
Exercícios de motricidade fina:
Manipular massinha, fazer construções com peças pequenas, enfiar miçangas, usar tesoura: atividades que treinam a coordenação olho-mão de forma indireta e sem estresse.
Macrografia:
Escrever grande no quadro, em folhas enormes, com o dedo na areia — permite trabalhar o movimento amplo antes de reduzi-lo.
Exercícios multissensoriais:
Traçar letras na farinha ou nas costas de um colega envolve mais sentidos e ajuda a memorizar o gesto.
❌ Exercícios que não funcionam
Copiar páginas de letras:
Provavelmente o exercício mais comum e mais inútil. Repetição mecânica não resolve um problema neurológico. Só cansa e frustra.
Exercícios longos demais:
A criança com disgrafia se fatiga rápido. Sessões curtas de 10–15 minutos são muito mais eficazes do que horas de prática que deixam a criança exausta e desmotivada.
Exercícios punitivos:
“Reescreva até ficar bom” cria ansiedade — e a ansiedade piora o desempenho. É um ciclo vicioso.
Exercícios inadequados para a idade:
Fichas para crianças menores humilham. Fichas muito difíceis frustram. Em ambos os casos, o resultado é negativo.
Exercícios de disgrafia para fazer em casa
Muitos pais procuram “exercícios de disgrafia para fazer em casa”. É compreensível: você quer ajudar seu filho também fora da terapia. Mas a forma como você propõe os exercícios importa tanto quanto os exercícios em si.
🏆 As regras de ouro
- Pouco, mas constante: melhor 10 minutos por dia do que 1 hora no fim de semana. A constância vence a intensidade, sempre.
- Ambiente relaxado: não proponha exercícios logo após a lição de casa, quando a criança já está cansada. Escolha um momento tranquilo e, se possível, apresente como brincadeira.
- Sem pressão: não corrija o tempo todo, não suspire diante dos erros. O objetivo não é perfeição, mas prazer no gesto.
- Variedade: alterne atividades. A monotonia mata a motivação mais rápido do que qualquer dificuldade.
✓ Atividades do dia a dia que ajudam
As melhores atividades são as que não parecem exercícios:
- Cozinhar juntos — mexer, amassar, decorar — treina motricidade fina
- Brincar com construções, quebra-cabeças, origami
- Desenhar livremente, sem julgamento e sem metas
- Colorir mandalas — coordenação + relaxamento
- Brincar com massinha — fortalece os dedos
📝 Exercícios específicos (10–15 minutos)
Se você quer propor exercícios mais estruturados:
- Traçados em folha grande (ondas, círculos, espirais)
- Labirintos para seguir com lápis
- Ligar os pontos
- Contornar formas (observação: formas, não letras)
- Para maiores: desenho geométrico, zentangle, padrões repetitivos
❌ O que evitar
- Não transformar a casa em uma segunda escola
- Não propor exercícios que a criança odeia
- Não comparar com irmãos ou colegas
- Não ter expectativas irreais
A serenidade é a base de qualquer melhoria.
Quer entender qual é o percurso certo para o seu filho?
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👉 Agende a consultoria gratuitaExercícios motores para disgrafia
Exercícios motores para disgrafia são fundamentais porque trabalham a causa, não o sintoma. A disgrafia, de fato, é antes de tudo uma questão de coordenação motora fina. Antes de trabalhar a escrita, é preciso trabalhar o movimento.
✋ Exercícios para dedos e mão
Os dedos da criança com disgrafia muitas vezes são rígidos, pouco coordenados. Exercícios simples e eficazes:
- Tocar o polegar com cada dedo em sequência (devagar e depois mais rápido)
- “Caminhar” com os dedos na mesa
- Abrir e fechar pregadores de roupa
- Girar pequenos objetos entre os dedos
- Apertar bolinhas antistress
- Manipular massinha
- Rosquear e desenrosquear tampas
💪 Exercícios para punho e braço
O punho da criança com disgrafia muitas vezes está travado, rígido.
- Rotações de punho — com ou sem objeto na mão
- Bater ritmos na mesa
- Usar carimbo (exige movimento de punho)
- Desenhar círculos grandes no ar
- Jogar e pegar uma bolinha
- Pintar em lousa vertical ou com pincéis grandes
🧓 A importância da postura
Não esqueça a postura. Uma criança que não senta bem, que não tem consciência corporal no espaço, terá sempre mais dificuldade para escrever. Exercícios de equilíbrio, pequenos períodos sentado numa bola (fitball), atividades que aumentam a consciência corporal: tudo ajuda.
5–10 minutos por dia de exercícios motores
podem fazer mais diferença do que 1 hora copiando.
Porque trabalham na raiz do problema.
Exercícios por idade
Exercícios para crianças com disgrafia precisam ser ajustados à idade. O que funciona aos 6 não funciona aos 12 — e vice-versa.
👶 Educação infantil (4–5 anos)
Nesta idade ainda não se fala de disgrafia “de verdade”, mas dá para trabalhar pré-requisitos:
- Brincadeiras com areia, farinha, espuma de barbear
- Traçados grandes com pincel ou com o dedo
- Atividades de manipulação
- Jogos de coordenação motora grossa
- Rasgar e recortar papel
Sem letras, sem pressão. Só jogo e movimento.
📚 1º e 2º ano (6–7 anos)
Foco no pré-grafismo e na familiarização com o gesto gráfico:
- Traçados de formas básicas
- Percursos e labirintos simples
- Colorir dentro dos limites
- Trabalho de pegada correta (sem estresse)
- Atividades multissensoriais com letras
📖 3º, 4º, 5º ano (8–10 anos)
Aqui o trabalho fica mais específico:
- Exercícios para aumentar a velocidade — curtos, talvez cronometrados, mas sem ansiedade
- Trabalho com cursiva ou letra de forma (a mais funcional para a criança)
- Exercícios para melhorar legibilidade
- Atividades de autocorreção para desenvolver consciência
🎓 Ensino fundamental II (11–13 anos)
Nesta idade o objetivo muda. O foco passa para:
- Estratégias compensatórias eficazes (teclado, anotações esquemáticas)
- Assinatura e escrita essencial
- Velocidade mais do que forma
- Aceitação e manejo do transtorno
Lembre: são orientações gerais.
Cada criança é diferente e precisa de um percurso personalizado.
Fichas e exercícios de disgrafia em PDF: o que saber
Você procura “exercícios disgrafia PDF” ou “fichas para imprimir”? Antes de clicar em “baixar”, há coisas importantes.
❌ O problema das fichas genéricas
As fichas gratuitas online têm um problema: são feitas para todos — então não são ideais para ninguém.
Quase sempre são baseadas em repetição mecânica, sem progressão e sem instruções para os pais sobre como usar.
Baixar 50 fichas e mandar a criança fazer não é um plano. É uma esperança. E esperança não é estratégia.
⚠️ Quando as fichas podem ajudar
Fichas em PDF podem ser úteis se:
- Fazem parte de um percurso estruturado — não o percurso em si
- Foram selecionadas por um profissional que conhece a criança
- São adequadas ao nível específico
- São usadas com moderação
Na prática: fichas são ferramenta, não solução.
❌ O que evitar
- Fichas “milagrosas” com promessas de resultados rápidos
- PDFs baixados aleatoriamente de sites não especializados
- Excesso de quantidade (mais fichas ≠ mais resultados)
- Fichas que a criança acha frustrantes ou entediantes
Além dos exercícios: a abordagem resolutiva
Exercícios são uma ferramenta. Mas, sozinhos, são como uma roda sem bicicleta: podem servir para algo, mas não te levam a lugar nenhum.
⚠️ Os limites dos exercícios
Mesmo os melhores exercícios têm limites:
- Trabalham nos sintomas, nem sempre nas causas
- Exigem constância por anos
- Melhorias podem não ser estáveis: parou, volta atrás
- Não mudam como o cérebro processa o movimento
Uma criança pode fazer exercícios por muito tempo e continuar com disgrafia. É a realidade de muitos percursos tradicionais.
✓ O que realmente é necessário
Para superar a disgrafia de forma estável, é preciso uma abordagem que vá além dos exercícios — uma abordagem que:
- Identifique as causas específicas das dificuldades
- Trabalhe com o funcionamento natural do cérebro da criança
- Construa novos automatismos, em vez de “corrigir” os antigos
- Busque autonomia, não dependência de exercícios
O MÉTODO DYSWAY
O método DysWay vai além dos exercícios tradicionais. Em vez de forçar a criança a funcionar como os outros, trabalha com as características naturais dela.
Crianças com disgrafia frequentemente têm um cérebro mais visual e global. O DysWay usa isso como recurso, não como obstáculo. Não pede para a criança mudar o jeito de pensar — pede para usar melhor.
O resultado não é “exercícios para a vida toda”, mas um percurso que leva à autonomia: uma criança que escreve sem sofrimento, sem depender para sempre de fichas e repetição.
A pergunta que você deve se fazer não é
“quais exercícios devo baixar”, mas
“qual percurso pode fazer meu filho não precisar mais de exercícios”.
Quer conhecer a abordagem resolutiva?
Agende uma consultoria gratuita para entender como ajudar seu filho.
👉 Agende a consultoria gratuitaFAQ sobre exercícios para disgrafia
Quais exercícios fazer para disgrafia?
Os mais eficazes são os que trabalham as causas: motricidade fina, pré-grafismo, relaxamento e multissensorialidade. Exercícios repetitivos de cópia costumam ser pouco eficazes.
Fichas gratuitas em PDF funcionam?
Podem apoiar, mas sozinhas não resolvem. Falta personalização e progressão. Melhor usar material selecionado por profissional.
Quantos exercícios por dia?
Pouco e constante: 10–15 minutos por dia é melhor que sessões longas. Qualidade > quantidade, e sem frustração.
Exercícios podem “curar” a disgrafia?
Podem melhorar, mas raramente “curam” sozinhos. Para resultados estáveis é necessário um percurso estruturado que trabalhe as causas profundas.
Com que idade começar?
Pré-requisitos podem ser trabalhados já na educação infantil (4–5). Exercícios específicos fazem mais sentido a partir do fim do 2º ano/diagnóstico.
Existem fichas para imprimir realmente eficazes?
Existem, mas a eficácia depende do uso. Fichas aleatórias, sem critério, ajudam pouco. Procure materiais estruturados e use com moderação.
Exercícios motores ajudam na disgrafia?
Sim, e muito. 5–10 minutos diários de exercícios para dedos, mão e punho podem fazer mais diferença do que horas copiando letras, porque trabalham na causa do problema.
Conclusão — Exercícios são só o começo
Agora você sabe quais exercícios funcionam, quais evitar e o que fazer em casa.
Mas, principalmente, você sabe que exercícios são ferramenta — não solução.
Uma criança com disgrafia não precisa de “mais exercícios”. Precisa de um percurso que respeite como o cérebro dela funciona e a leve a escrever com menos esforço.
Fichas em PDF, exercícios e repetição podem fazer parte — mas não são o percurso.
Se você quer entender qual é o percurso certo para o seu filho — não quais exercícios baixar, mas como ajudá-lo de verdade — agende uma consultoria gratuita.
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